Conversando com uma amiga outro dia, ela brincou que a FHM era uma revista mais séria que a Vogue Americana. A FHM que em no seu site consegue colocar num mesmo título "Funny Videos" e "Sexy Girls". A FHM que coloca mulheres semi-nuas na capa. A FHM que tem furos incríveis como "Megan Fox está solteira!". Essa FHM. Essa mesma.
Mas para ela, a FHM ainda era uma revista mais séria que a Vogue Americana. Por quê? Pelo simples fato que a FHM vende o que é. Ela vende as baboseiras que homens americanos (não todos, eu espero) querem ler. A Vogue Americana não faz isso. A Vogue Americana procura vender as americanas de classe média o sinônimo de status e até mesmo, oh meu Deus, moda! Porém, todos os meses temos celebridades na capa que são tudo menos fashion. Drew Barrymore? Kate Bosworth? Jennifer Connely? Se fosse pelo menos a Chloë Sevigny, a gente até perdoava.
Para o público leigo, revistas de moda tem o excelente hábito de colocarem, bem, modelos na capa. Esse mês a Vogue Americana colocou uma modelo na capa, sendo que a última vez que a editora-chefe Anna Wintour tinha decidido botar uma das magrinhas na capa foi em Julho de 2007 com a bela Natalia Vodianova. Então todos os fashionistas suspiraram de alívio. Apesar de ter sido a Kate Moss a escolhida.
Wintour já tinha feito um favor para nós. Não se esperava outra surpresa agradável. Porém, em vez de termos um editorial (ou mais de um) com a brasileira Caroline Trentini pulando com cara de tonta temos, sim, um editorial de verdade! Tenho certeza que quando a revista chegar, verei rastros de Trentini pulando mas vamos deixar isso de lado.
O editorial-capa da revista é o Elegância Graciosa. Mostra roupas para mulheres se vestirem elegantemente aos 20, 30, 40, 50 e 60 anos. A minha surpresa foi justamente a parte de mulheres de 40 anos. A modelo escolhida não foi Trentini ou Coco Rocha ou sabe-se lá qual é a nova favorita de Wintour, mas foi a figurinha repetida da Vogue Inglesa e Francesa, Sasha Pivovarova.
O interessante desse editorial é justamente para todos que ironizam modelos e dizem que são só mais um rosto bonito. Duvido que muitas pessoas que não acompanham o mundo da moda terão uma fascinação tão grande pelas essas fotos como eu tive. O que salva o editorial é, claramente, a modelo. O fotógrafo não teve muito trabalho ou criatividade nas fotos. As roupas, tirando a segunda, não são nada demais. Na verdade, alguém vestindo estampa de oncinha da cabeça aos pés certamente seria ironizado.
Então seguem aí as três fotos.
Mas queridas modelos: andar 10m de salto alto? Ainda é um dos empregos mais fáceis.